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Pensamentos Filosóficos
 


O vazio e o nada.

 

 

O nada é a não existência, se não existe, não tem simbologia ou palavra que o traduza.

Não existe a imagem da palavra simbolizada. É ligada a negação do inconcebível: A morte.

Por isso a morte não tem simbologia em nosso inconsciente, pois não tem tradução. Restando a fantasia da imortalidade, que é a própria negação.

O vazio é o vácuo, que não contém nada, por isso tendemos a  preenchê-lo, pois também é inconcebível. Preenchemos com comida, amor, dinheiro e poder, mas, vai continuar vazio, pois é impreenchível.

            Se o nada é o que não existe e não tem tradução em palavras, o vazio permanecerá vazio, pois o que colocamos para preenchê-lo não terá significado também, então, não substituirá o nada intraduzível.        

            O nada nos apavora pela ausência, pela falta daquilo sem tradução no vazio.

            Sentimos o oco no peito, o vácuo de nossa alma, que vaga no vazio preenchido pelo nada.

 Autor: Crascante.



Escrito por Crascante às 18h37
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Saudade, saudade, saudade ...

 

 

A saudade dói no ponto cego da alma, na ausência presente em  nós.

A saudade aperta  o coração no momento em que tenta impulsionar o calor que marca os corpos com desejos.

A saudade vive na casa vazia ao lado, onde o morador se mudou.

A saudade mora em um tempo distante de um sonho que se foi, restando a solidão.

A saudade percorre o corpo e instala bem dentro de nós, no canto do amor.

A saudade é guardada dentro de uma caixa, junto da esperança de um reencontro, de um retorno ao impossível.

A saudade é a falta de algo que desejamos e sonhamos e não sabemos o quê.

A saudade é a lembrança da felicidade suprema a qual vivemos ou desejamos viver.

A saudade  é um furo que me esvazia ser.



Escrito por Crascante às 18h26
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LUTO

 

                Vivemos grandes lutos e pequenos lutos todos os dias.

Os grandes lutos são vividos quando perdemos entes queridos ,por morte ou por separação no amor. Esses são marcados em nós pela ausência do outro ,com angústia da perda  real.

Os pequenos lutos são vividos quando tomamos consciência de nossa finitude e vivemos a cada dia um luto pessoal, um desapego com nossa própria vida , a cada aurora, a cada final do dia,  a cada inverno , a cada final de ano.O natal é triste, pois ressignifica mais um fim de etapa de vida e quanto mais envelhecemos , mais triste vai ficando .

Vivemos luto quando mudamos nossas rotinas, quando separamos temporariamente de quem amamos,sobrando a  saudade de um tempo , de pessoas ou coisas as quais tivemos ou situações vividas que não voltam mais.

Vivemos lutos quando morrem fantasias.Matar uma fantasia exige uma elaboração de um luto, com todo um cerimonial e rito de morte.Só assism renascemos das cinzas como fênix, porém mais sólidos e reais.

       



Escrito por Crascante às 18h19
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