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BRASIL, Sudeste, BELO HORIZONTE, Homem, de 36 a 45 anos



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Pensamentos Filosóficos
 


Vida em Construção.

                Autor:Crasso Campanha Parente

 

Quem disse que viver não dói?

Dodói que não sara e nos perpassa.

Quem disse que viver é ver a vida passar?

Passar por debaixo da ponte, como um rio,

um sonho ou uma estrada adiante.  

Quem disse que solidão faz bem e não dói?

Corrói...

Quem disse que angústia sufoca a alma?

Que se acalma ao se falar.

A vida carrega a dor de existir, produto humano?

Nome do fulano? Divisão do cicrano?

E os beltranos insanos?

Vivem a solidão inevitàvel dos anos.

Quem disse que a morte não mete medo?

Como dedo da angústia que estrangula o coração.

Canção do real?

Quem disse que ignorância é solução?

Soluço sem ação, alienação?

Certeza e gozo da razão.

Quem disse que desejo não tem preço?

O preço da separação.

Amor e ignorância.

Vida em construção...



Escrito por Crascante às 14h45
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“Amar é dar aquilo que não se tem.”

Autor: Crasso Campanha Parente

 

 

 

Amar é prometer. Prometer vem do latim, promittere, significa atirar longe; propor; prometer, é obrigar-se verbalmente ou por escrito a fazer ou dar alguma coisa. Então amor é prometer o que não se tem, é dar esperanças de preenche a falta, que é geradora do desejo.

Só existe amor entre dois sujeitos. Definimos sujeitos, como sujeitos dos desejos inconscientes, seres desejante e separados, que afetados pelo amor são capazes de desejar, mesmo sabendo que ao realizarem os desejos serão confrontados com a falta, necessitando de novos desejos.

Os desejos quando simbolizados, são traduzidos em palavras, aparecendo na fala, mas não na fala verbalizada sob o controle na consciência sob recalque, mas na fala que vem do inconsciente. A fala que vem do inconsciente usa disfarces para surgir em cena, necessitando serem traduzidas, em livre associação, que é condição necessária para sua leitura, pois ao acelerar a fala rompe o bloqueio do recalque, aparecendo nos atos falhos e na negação. O inconsciente é estruturado como linguagem, sendo o seu conteúdo produto dos traços recalcados  durante a inscrição pelo recalque primário. O conteúdo do inconsciente tenta de todas as formas romper a repressão usando mascaras e dissimulando. A psicanálise se utiliza deste conteúdo para seu estudo,  que é orientado pelos conceitos da metapsicologia.

Os sonhos são realizações dos desejos inconscientes. São traduzidos usando condensação e deslocamento,conforme Freud ou metáfora e metonímia, conforme Lacan, utilizando a articulação com o inconsciente de um sujeito desejante.

Os sintomas são metáforas e realizações dos desejos. Todo desejo busca reencontrar o objeto da falta e do gozo, “objeto a”, que são lembranças de traços marcados pelo olhar e voz prosódica do Outro.

O entusiasmo afeta para a vida. Precisamos de gotas de entusiasmo para criar e amar, gerando desejo de viver. Sendo a vida uma linha infinita dentro do tempo, cuja etapa podemos ter a oportunidade vivenciar, influenciando a cultural ao ser introduzido no simbólico e fantasiando a imortalidade. Segundo Albert Camus, toda tentativa de imortalidade é frustrada devido à transitoriedade das coisas. Freud em seu texto “sobre a transitoriedade”, falou sobre a efemeridade das coisas, que são destruídas e reconstruídas mais fortes que antes. É  esta saudade que temos da vida, a cada dia que se desapega dela, consumindo-a gota a gota ao vivê-la.



Escrito por Crascante às 19h36
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Quem Ama Liberta.

Crasso Campanha Parente

                                                                       "Nós podemos chegar a ser cultos com conhecimento de outros homens,

 mas nós não podemos ser sábios com sabedoria de outros homens."

Montaigne

 

“Não há sentido que não seja do desejo”.

 “ Não há  verdade senão daquilo que esconde este desejo

 de sua falta, fingindo que não quer nada diante do encontro”.

 Lacan .

 

Segundo Lacan “amar é dar aquilo que não se tem”.Quem ama dá ao outro o amor que  não se tem, demandando o retorno do amor deste outro, assim fantasiando ser preenchido por ele. Mas Lacan em seu livro seminário “Mais ainda” ele diz que amor, ódio e ignorância são os mesmos sentimentos, lembrando-me uma crônica do Rubem Alves que relata a discórdia entre Deus e o diabo para saber qual a força que usariam para unir os casais. O diabo defendeu o uso do ódio, mas Deus escolheu o amor. Então sentimos amor e ódio pela mesma pessoa? Podemos tratá-la também com ignorância?

            Freud nos diz que o ódio vem antes do amor e nossos sentimentos em relação ao outro oscilam entre amor e ódio, ou seja, quanto mais amamos, mais somos capazes de odiar; quanto mais próximos, mais queremos destruir este amor, aprisionando-o em uma trama de sentimentos. Será que somos capazes de liberta que amamos? E será que continuaremos amando sem sentimentos de posse?

Conforme Rubem Alves “quem ama  liberta”. Libertar alguém que amamos é dá-lhe oportunidade de viver sua vida, sendo guiado por seu desejo, respeitando o seu direito humano de viver, de desejar e ser livre para escolher o que lhe apraz. Só somos capazes de realizar a libertação de quem amamos quando percebemos quanto somos escravos da presença do outro para amarmos, demandando o seu amor e assim tentando tamponar algo do vazio. Será que aprisionamos o outro para continuarmos alimentando nossas fantasias, assim permanecendo no prazer e fugindo da realidade dura e cruel?



Escrito por Crascante às 19h37
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(Continuação do texto "Quem ama liberta".)

A posição que o outro ocupa em nossa fantasia é como objeto “a” descrito por Lacan, portanto este amor é fantasia  e assim podemos usar matema da fantasia: $ <>a . A fantasia é do sujeito barrado ($),divido pelo significante do nome-do-pai, estando no simbólico. Este sujeito castrado  vivenciou as etapas do complexo de Édipo.

            Libertar quem amamos é se libertar para amar o mundo, redistribuindo sua libido, sua pulsão em busca de novos objetos de desejo. Como o desejo só ocorre no simbólico, ele nos protege do encontro com o Real, com a castração, pois não gozamos no simbólico. Toda vez que relacionamos com o outro no simbólico, podemos  obter prazer através do sentido que elaboramos nas  trocas simbólicas, mas sempre havendo restos que conduzem à geração de novos desejos. Portanto sempre haverá resíduos que nos farão reencontrar com aquele objeto, que como objeto parcial é representado pela fala. Lacan explica que o objeto de desejo e de gozo, ou seja, “objeto a”, produz somente um gozo parcial, sendo representante dos objetos perdidos: olhar, a fala, mamas, excrementos e o falo. Na busca destes objetos de gozo, o sujeito deseja reencontrá-los que como parciais foram perdidos, protegendo-nos do gozo simbólico. Este mecanismo nos faz entrar novamente no circuito do desejo, mantendo-nos nesta buscar impossível .

            Desejar que o outro seja fiel ao seu desejo, pode ser possível quando bancamos nossos próprios  desejos, sendo fieis aos desejos de nosso inconsciente. Descobrir a respeito do desejo do inconsciente é ter coragem de enfrentar o desconhecido de onde vem o pensamento, que traduzido na fala e na escrita poderá ser analisado, aflorando o desejo, cujo objeto se insere entre as lacunas dos deslizamentos da cadeia significante.

            Como sujeito, somos significantes para outros significantes, portanto à medida que deciframos algo do inconsciente e seus desejos, podemos bancá-los ou não. O desejo faz gerar o entusiasmo que colocamos nestes enfrentamentos e a firmeza com que nos posicionamos a partir dele, fazendo-nos descobrir que somos capazes de mudar tudo à nossa volta.  O sujeito é significante para outros significantes, cujo desejo aflora na fala, fazendo mudanças em nossa relação com os outros, e em contrapartida fazendo também  mudanças nas posições subjetivas do outro.

Deixar  o outro livre para viver é dar a oportunidade de ambos se escreverem como sujeitos desejantes na cultura, realizando o desejo de serem reconhecidos pelos outros através da sublimação, assim, indo além  deste outro amado e fantasiado, para ser agente de mudanças dentro da cultura, restando no final da existência como signo eterno .



Escrito por Crascante às 19h37
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A criação do homem.

 

Ela acordou cedo atormentada por pensamentos picantes que a excitavam e faziam umedecer seu corpo, que se  aquecia em brasas, mudando sua cor. Olhou para horizonte e viu somente lama e lhe deu uma vontade incontrolável de se refrescar. Tomou banho de água fria, mas algo estranho a acometia, sua boca tremia e o pensamento escorria pelos dedos de um homem. Sua calcinha estava toda molhada, algo se avolumava por entre as pernas. Incontrolável era seu desejo de rolar na lama, que a empurrava para se deitar nela. O desejo era tão intenso, que neste momento de fúria, ela correu ansiando encontrar com ele. O homem era uma miragem, assim se viu atolada no barro ocre. Sua perna se refrescava atolada até a canela, parecia as mãos de um homem. Ela olhou de novo e ele estava ali preso no lamaçal. Ela o observou e sentiu a volúpia, uma vontade louca de lhe dar formas e erotizar seu corpo. Suas mãos já não a obedeciam e começaram a moldá-lo energicamente, como se  toda a quentura do seu corpo fizesse arder sua mente neste delírio de prazer. Começou moldando os pés e pernas musculosas como de jogadores de futebol, braços firmes e bem torneados, rosto de um deus grego, tórax ressaltando os peitorais e abdômen firme. Na região pudenda, pôde idealizar o falo aos moldes dos seus anseios. Ao finalizá-lo, sentiu a tristeza de sua fantasia, mas seus miolos ardiam em desejos, impulsionando seu corpo  ao encontro do dele, ela era brasa. Ao tocá-lo a lama foi se enrijecendo, ficando macia e tesa como a pele de um homem. Sentiu as batidas de seu coração, não podia acreditar na força do seu apetite. Aqueles braços se moveram e a aconchegaram junto ao seu peito. Ela foi lentamente percorrendo sua anatomia com o olhar e passando a língua e o beijando para libidinar o seu corpo. Suas mãos acompanhavam seu pensamento. O corpo de lama se aqueceu e foi excitado. Ele se moveu como um animal, agarrando-a firmemente, até que se sucedesse em sexo profundamente incontrolável, os movimentos se aceleraram a ponto de uma fusão, a medida que os corpos tremiam no fruir do prazer, foram escandecendo. Rolaram para fora da lama para um local macio por sobre a serragem. Os corpos em brasa ardiam. Eles soltavam urros e gritos que cresciam a medida que se aqueciam, eram dor e prazer, até que a brasa se tornou fogo e se espalhou pela serragem de sândalo e canela, fazendo evaporar um cheiro doce de amor. Eles continuaram se amando até explodirem em gozo, fazendo-os trincar a pele, mortificando-os na posição do amor e em expressão jubilosa.

Crasso Campanha Parente



Escrito por Crascante às 13h05
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Amizade.

 

O que vem ser amizade. Amor sem sexo, amor sem interesses outros , amor desprovido de paixão e posse.

Segundo o Aurélio , amizade tem as seguinte significações:

1. Sentimento fiel de afeição, simpatia, estima ou ternura entre pessoas que geralmente não são ligadas por laços de família ou por atração sexual.  

 2. Estima, simpatia ou camaradagem entre grupos ou entidade. 

 3. Pessoa amiga; amigo.  

 4. Vinculação de caráter exclusivamente social; relações: [M. us. no pl.] 

 5. Mancebia, concubinato; amasio.

Eu gostei muito da definição de amizade  que Voltaire escreveu, em seu dicionário filosófico (1764) :

 

“Amizade: Contrato Tácito entre duas pessoas sensíveis e virtuosas. Sensíveis porque um monge , solitário, pode não ser ruim e viver sem conhecer a amizade. Virtuosas porque os maus não atraem mais que cúmplices . Os voluptuosos carreiam companheiros na devassidão .Os interesseiros reúnem sócios . Os políticos congregam partidários .O comum dos homens ociosos mantém relações .Os príncipes têm cortesãos .Só os virtuosos possuem amigos.”

 

Crasso C. Parente



Escrito por Crascante às 05h46
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Pensamentos e desejos

SCHOPENHAUER  ACHAVA QUE ERA A CONDIÇÃO HUMANA UNIVERSAL:DESEJAR,SACIAR-SE,ENTEDIAR-SE E DESEJAR NOVAMENTE.

 

“ UMA PESSOA DE RAROS DONS INTELECTUAIS, OBRIGADA A FAZER UM TRABALHO APENAS ÚTIL  , É COMO UM JARRO VALIOSO , COM AS MAIS LINDAS PINTURAS , USADO COMO POTE DE COZINHA”

 

“Trabalho ,preocupação , cansaço, problemas é o que enfrentamos quase a vida inteira. Mas se os desejos fossem satisfeitos de imediato, com o que as pessoas se ocupariam e como passariam o tempo?Suponhamos que a raça humana fosse transferida para utopia, lugar onde tudo cresce sem precisar ser plantado e os pombos voam assados ao ponto, onde todo homem encontra sua amada na hora e não tem dificuldade em continuar com ela : as pessoas então morreriam de tédio , se enforcariam, se estrangulariam ou se matariam e assim sofreriam mais do que já sofrem por natureza.”



Escrito por Crascante às 05h44
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Vida , Desejos e Fantasia  À Beira Do Precipício

 

Autor : Crascante

 

Viver à  beira de um precipício nos ensina a viver.

Estar à  beira  de um precipício nos faz recuar e agarrar às vegetações que pendem de lá.

Andar na beira de um precipício nos faz apreciar a beleza de suas reentrâncias , de suas falésias, de vales onde deságuam rios em cascatas  de amor e onde correm riachos tortuosos.

Saltar de um precipício no abismo do nada, voando e sem sofrimento é delírio da angústia negada.

Sofrer à beira de um precipício é saber que somos arrastados a ele por ventanias da vida, duendes negros , bruxas aladas e ladrões de sonhos.

Cantar à beira de um precipício é sentir o vento nos chamando ao todo se diluir.

Gritar à  beira de um precipício é ter a ilusão de esperar a resposta de um eco impossível.

Amar na  beira de um precipício é correr o risco de viver e morrer.

Construir castelos à beira de um precipício , são fantasias de segurança que o tempo e o  vento irão levar ou a erosão da matéria derrubará. Pura transitoriedade !

Estar  à beira do precipício e não se desesperar é fingir que o campo de força invisível do amor nos manterá aqui no alto desta existência vã.

Sonhar com a beira do precipício é ter noção do inevitável .

Mergulhar de uma cascata à beira de um precipício  e acreditar que será amparado por águas tranqüilas é manter a ilusão da eternidade ou crer na conveniência do amor divino e oceânico da energia  cósmica.

Mentir à beira de um precipício é viver a obnubilação de ser quando tudo nos conduz a ter .

Viver a disputa pela vida é estar a cada dia à beira de um abismo e continuar acreditando na vida e criando motivos para viver em harmonia com nossos desejos, é manter o olfato aguçado voltado para o aroma deste existir, é sentir o toque deste outro com seus desejos impossíveis , é perder o medo de ser um pequeno elo no objetivo deste todo que nos mantem em desequilíbrio e nos impulsiona a rolar nossa própria pedra para o mar , a beira de uma falésia , porém sem se precipitar.

 



Escrito por Crascante às 22h40
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Choro mudo da alma. 

 

Choro pela vida e pela morte , pela paixão e pelo luto.

Choro pela fantasia não realizada , pelo amor perdido .

Choro por esta tristeza bizarra da efemeridade do eu.

Choro pelo desapego da vida e do corpo , pela decrepitude dos homens.

Choro pelo bem e pelo mal .

Choro pela borboleta aprisionada em casulos de concreto a espera de voar.

Choro pela fome do tempo perdido na poeira da escuridão .

Choro me aprofundando no vazio em mim mesmo .

Choro por ser e não ser, por quereres e não-quereres infinitos.

Choro por querer o alívio de tudo e saber que tenho que caminhar para o nada,

 fingindo que encontrarei o tudo em cada esquina de dor.

Choro pela solidão dos homens fantasiando em seus fortes, armados,

  lutando para conquistar o direito de sonhar e se distrair .

Choro pela transitoriedade dos pensamentos, da vida e da beleza.

Choro neste momento de dor e desapego desta escravidão do desejo deste outro

 que ampara minha fantasia.

Choro pelo sofrimento que me vejo no outro a se desintegrar.

Choro por todos os fantasmas que  rondam o meu ser.

Choro e desabafa minha alma que sofre sem dor.



Escrito por Crascante às 22h06
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Flores

 

Flores do campo ,selvagens ou de um jardim.

Flores vermelhas , azuis,amarelas e brancas,

masculino e feminino ,bissexual.

Puro fascínio da natureza que se reproduz preservando a vida.

Vida que vai e vem ,como seres eternos.

Vida e ressureição, broto e semente no útero da mãe terra,

grande deusa da criação.

Perfume floral sexual ,que atrai abelhas e beija-flores,

que alimentam do néctar da reprodução ,

beneficiando-se da fecundação de outro ser.

São os mistérios da natureza em simbiose e equilíbrio no amor vegetal.



Escrito por Crascante às 23h08
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Viver,natureza, eternidade.

Viver a natureza é estar um segundo na eternidade, o vento , o cheiro , a luz do crepúsculo.

A Cor fosca e firme da luz do fim do dia, em um cinza quase vermelho em contraste com o verde-escuro do mar.

A força do mar em oposição à ternura do sol na finitude.

Vida e firmamento de ser.

A missão cumprida no fim de estação , no fim da sazão da ilusão.

Quando o sol se pôe para uns, renasce para outros em algum lugar.

A terra é viva, nela somos como seres em uma sociedade em busca do encontro com o oceano de mistérios.

A luz se apaga em serenidade contínua, até não haver mais horizonte no além. Só pura fantasia. 

Na imensidão, nos encontramos nas reflexões sobre existir e a que servir.

Sentir o vento é ouvir a natureza nos chamando de volta ,ao encontro com o enigma do infinito.

Toda energia e rapidez do existir no encontro de revivê-lo na serenidade do pôr-do-sol.

Acaso de um ocaso tranquilo enquanto se esvai Aton, energia viva da natureza que vem da estrela brilhante.

Viva, vida viva, vivida nos instante de existir.

Que seja tranqüila a vida poente, pois queima por dentro, na mente cheia deste momento de ser.

No encontro com os mistérios da noite e a fria luz lunar.

Nem todo dia é para sempre, às vezes só prolongamos o tempo derradeiro.

Gozar da vitória  é escrevê-la na história do tempo infinitivo da humanidade.

É  deixá-la escrita nas estrela , iluminada com a misteriosa luz do luar.

Se a maioria das disputas é com nós mesmos, não haverá vitoriosos,sempre restará alguma derrota em nós.

Desejos em jogos de espelhos infinitos, que nos projeta para a existência virtual,em reflexos de nós mesmos no vazio.

O eu e o nada refletidos no fundo das águas do mar.

 No amor a vida, no desejo de existir no vazio, no nada sem luz e sem cor.

No desejo de existir e de se manter vivo para eternidade do pensamento da humanidade.

Sofia de sábia sabedoria,jovem adolescente que acorda no encontro com a mente fecunda do saber, criar e viver.

Viver a humanidade é transcender de uma existência para o espírito total da natureza, imprimindo marcas no todo,mergulhando no perene  amor oceânico.

 

Autor:Crasso Campanha Parente. Cras Ca nte



Escrito por Crascante às 20h47
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O natal

        O natal é uma data que precede ao fim do ano . Data de reflexão sobre o que vivemos e realizamos naquele ano, para que ele morra em paz.É quando fazemos um balanço de quanto evoluimos, quanto de conhecimento e experiências adquirimos, quanto perdemos e ganhamos,quantos amigos e familiares nos abondonaram e quem restou a nos seguir para o próximo ano.O que queremos para a nossa vida , a começar no próximo ano , dito novo .

       O natal é triste, pois se abre um vazio em nós e corremos como desesperados comprando tudo para preenchê-lo.É quando queremos passar  junto de nossa família e amigos trocando carinho e presentes , pois é junto das pessoas que amamos onde nos sentimos mais amparados,mesmo sabendo que é uma ilusão.

       No natal ,temos a sensação de voltarmos à infância, à ilusão infantil do papail Noel, que atende como um mágico nossos desejos.A ilusão de escrever uma carta e de esperar , acreditando que se realizará.

       Quantas crianças não têm seus sonhos e desejos realizados? Quantas dessas não têm presentes , comida, família e lar? Vendo-se tão jovens diante do real e da impossibilidade da magia e onipotência infantil .Enquanto alguns têm tudo :pais, presentes, proteção, uma família,sonhos e talvez ,nunca nesta existência sejam castrados pelo real natal;outros nada têm , só a realidade ou muitas vezes um delírio de um presente, de uma família, de um papai Noel. Mendigam amor!

      Como não abrimos mão dos prazeres já vividos, o natal é como uma paixão, é o retorno ao infantil, onipotência do desejo mágico que nós ,adultos, revivemos a cada fim de ano. É a fantasia de que somos bons, amados e que todos se amam ,segundo o mito cristão.

      Aproveitem o natal realmente para refletirem a respeito da vida e sua razão dentro de um todo maior, a humanidade. O que temos feito para nossa felicidade e para civilização e humanização das relações entre os homens, começando por nós? 

               Feliz Natal!



Escrito por Crascante às 07h21
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Feliz Aniversário

         "Parabéns para você nesta data querida",nasceu alguém como você e como eu ,com expectativa de ser um sujeito constituido dentro de uma sociedade, admirado  e amado, muitas vezes odiado, humano como tal.

          "Muitas felicidades", já que a felicidade é um estado de plenitude temporária e passageira, onde buscamos a realização de nossos desejos, como se preenchêssemos o vácuo que nos corrói.Felicidade ,só a desejamos a quem amamos, vamos celebrar este dia, já que não conseguimos celebrar cada dia e agradecer a possibilidade de ver o sol nascer,mesmo que se um dia não o víssemos mais, ele continuará nascendo.

          "Muitos anos de vida", eu gostaria de saber quantos, já que estou apagando mais uma vela,"Símbolo da vida",nos reafirmando a finitude dessa etapa terrena para mim e para nós todos presentes, a qual não sabemos quanto tempo durará, podendo findar daqui a alguns minutos, horas ou anos, sendo a eternidade terrena uma impossibilidade, pois o novo sempre vem.

         A tristeza deste dia é sabermos que todos estamos aqui para cumprir uma sina , uma vida, mas, podemos escolher ser à ter.Ter é muito fácil! Temos amigos,namorados, dinheiro, casa e comida.Ser é muito difícil, pois somos o que não somos, somos o que não queremos, pois somos repartidos e guiados pelo inconsciente, o qual não conhecemos e que nos faz repetir ,repetir e repetir o mesmo enredo trocando somente os personagens e o palco.Como uma agulha parada na mesma faixa do disco.

         Ser é se descobrir e ter coragem de se conhecer, com falhas e qualidades, respeitando a nossa essência e nosso desamparo perante a vida, aos outros e à natureza.Sabemos que somos iguais e o que vemos no outro e não gostamos, faz parte de nossa essência, somos humanos.Termos consciência de nòs mesmos, implicam numa maior responsabilidade e angústia, pois toda decisão tem consequências.

         Ter nos cria falsas ilusões, pois aquele que acha que tem é escravo do objeto possuido , sendo esse objeto uma criação de nossa fantasia.

         O que muitos anos de vida eu tenha e que todos aqui presentes possam me acompanhar e ver , como é difícil desapegar desta vida.Amamos tudo o que nos liga a esta etapa:os amigos, o trabalho, a natureza, nossa casa e nossa família.Este amor nos mantém vivos e nos faz acordar todos os dias para enfrantar a vida.Viver não é fácil ! Fácil é morrer.

         Aceito e agradeço o que vocês me desejam , pois coincide com o que eu desejo a vocês.E digo mais,amo esta vida e amo tê-los compartilhando-a comigo.Desejo a vocês que procurem ser e se descobrir, só assim marcamos nossa existência na história da humanidade. História esta que continuará a ser contada por outros e é maior que nós mesmos.

        Duas datas marcam etapas em nosso vida.Primeira é a data do aniversário e a segunda é o início do ano.A mudança de ano está próxima, espero que vocês planejem um ano de 2006 buscando o autoconhecimento, pois só nos conhecendo , podemos conhecer e relacionar com os outros, respeitando as diferenças,os seus desejos e conflitos.

        Só assim você será amado pelo que é e não pelo que tem.

          Obrigado.

Escrevi este texto em agradecimento aos amigos, na ocasião do meu aniversário(13/12).



Escrito por Crascante às 19h20
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Ilusão do amor

AUTOR: CrasCante.

A Grande ilusão é o amor, nele revivemos  os desejos, tentamos  preencher o vazio e abandonar  a solidão.

Fantasiamos.

Ilusão gostosa quando juntos, mais dolorosa na separação.

O amor é o gozo que vicia, que une e despedaça o coração.

No amor, incorporamos parte do outro, mas parte de nós o marca com a saudade.

A saudade é falta, ausência e o furo na ilusão, a marca do outro e o toque do seu  amor em nós.

Tudo é indefinido, construído, destruído e reconstruído a cada dia. O amanhã  é um sonho, encontros e desencontros com o nada ,sem  palavras para simbolizar.

O amor é leve e pesado, é libertador e cativo.

A paixão é descontrolada e compulsiva,  tenta tamponar o vazio, mas estanca o vazio que permanecerá vão, com um furo por onde esvazia  o nada.

Oh!Amor gostoso. Vem preencher e vedar este furo que seca a minha alma, fazendo restar um corpo sem vida a perambular, a vagar no nada.

Viver o amor é correr o risco de acordar de um sonho, fantasiado à dois, mas solitário.

Esse furo no vazio pelo qual olhamos e vemos o nada.

Desejos, desejos e mais desejos movem a vida.

Ah, vida gostosa que nos faz sentir como é bom amar ,sem medo da dor.

Às vezes, apesar de estarmos amando, sentimo-nos desamparados, com nó na garganta, com um choro não pranteado, reprimido, há muito querendo descarregar.

Como um engasgo com a saliva, com o ar ou com a dor o que tentamos engolir.

O amor dói  através do furo que  faz vazio o coração.



Escrito por Crascante às 09h26
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Aonde mora o amor?

 

 

Aonde mora o amor?

Aonde mora ?

Amor?

Aonde mora o amor?

Aqui.

Aqui.

Aqui,bem dentro do coração da ilusão

A quilômetros do peito na via em contra mão .

Aonde mora o amor?

Talvez aqui ,neste pedaço que saiu em minha mão .

Talvez no delírio de um outro colado na mente.

Talvez na impossibilidade de uma fusão.

Aonde mora o amor?

Só nos sonhos ,fantasias e delírios .

Só em mentes e desejos impossíveis .

Aonde mora o amor ?

Não sei .

Procura insensata!

Talvez em lugar nenhum,mas visto pela máscara da paixão.

Escrito por Crascante às 08h07
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